Fraco me ponho frente a ti,
Preferindo-a ter na medida em que soe eterno,
Insuficiente para que seja intenso.
Em meus devaneios,
Animalescamente a possuo.
Vividas mulheres se escandalizariam!
Mas não se preocupes, minha cara,
Ao te ver, retomo meu lado amigo.
Nego tratar-se de amor impossível,
Contenho-me apenas por meu ceticismo.
A chama que apaga me consumiria.
Das cinzas; frio, gelo.
A insensibilidade póstuma me doeria mais.
Gabriel T.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como você me veria hoje,
Orgulhar-se-ia do que vê
Ou choraria pelo que me tornei?
Consegue ver meu sucesso
Ou prevê minha solidão e fim?
E se estivesse conosco,
Entenderia meu vazio
Ou me confortaria dizendo que não estou sozinho?
Tentaria remendar minhas asas,
Ou protegeria seu anjo torto predileto?
Fale-me que sou especial,
E se conseguir perceber aonde quero chegar
Suplico sua proteção, apoio e fortaleza.
Orgulhar-se-ia do que vê
Ou choraria pelo que me tornei?
Consegue ver meu sucesso
Ou prevê minha solidão e fim?
E se estivesse conosco,
Entenderia meu vazio
Ou me confortaria dizendo que não estou sozinho?
Tentaria remendar minhas asas,
Ou protegeria seu anjo torto predileto?
Fale-me que sou especial,
E se conseguir perceber aonde quero chegar
Suplico sua proteção, apoio e fortaleza.
Gabriel T.
sábado, 17 de outubro de 2009
Vivamente
Mente displicente,
Por ora se perde da sede.
Toma um vôo entorpecente
Para que de toda loucura não se seque.
Mente atenta,
Por ora se faz careta.
Foge de toda revolta
Para que durma leve e quieta.
Mente dúbia,
Por ora se faz coerente.
Mente para todos em sua volta
Para que fuja da inevitável contradição.
Mente conturbada,
Porque assim a quer.
Por glória, sempre em sua busca incessante
Até que a quase-morte lhe ponha fim.
(Gabriel Teixeira)
Mente displicente,
Por ora se perde da sede.
Toma um vôo entorpecente
Para que de toda loucura não se seque.
Mente atenta,
Por ora se faz careta.
Foge de toda revolta
Para que durma leve e quieta.
Mente dúbia,
Por ora se faz coerente.
Mente para todos em sua volta
Para que fuja da inevitável contradição.
Mente conturbada,
Porque assim a quer.
Por glória, sempre em sua busca incessante
Até que a quase-morte lhe ponha fim.
(Gabriel Teixeira)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dilema
De um lado,
A delícia da solidão bem-vivida,
As aventuras da solteirice,
E bons drinks para bebemorar.
De outro,
A arte do entrelace,
O leve equilíbrio de um relacionamento,
E uma companhia para compartilhar.
Lado A,
Baderna, autonomia,
Inconstância, pés no chão.
Lado B,
Dependência, companheirismo,
Confidência, compaixão.
Dois lados com pedras e vinhos,
Uma inevitável escolha.
De um lado,
A delícia da solidão bem-vivida,
As aventuras da solteirice,
E bons drinks para bebemorar.
De outro,
A arte do entrelace,
O leve equilíbrio de um relacionamento,
E uma companhia para compartilhar.
Lado A,
Baderna, autonomia,
Inconstância, pés no chão.
Lado B,
Dependência, companheirismo,
Confidência, compaixão.
Dois lados com pedras e vinhos,
Uma inevitável escolha.
Gabriel T.
sábado, 3 de outubro de 2009

O Dia D
Tempestiva madrugada aquela,
Permitindo-me tolo, espalhei sofrimento.
Em busca de uma fundada ilusão, fui vítima do meu mau-gosto.
O veneno me atiçou, vermelha como em conto de fadas,
A maça se fez irresistível, seu cheiro me fez egoísta.
Em minha valente covardia, me fiz um completo idiota.
O gosto do fel de suas verdades berradas,
O escarro de sua dor e decepção me tomaram,
O efêmero e inocente doce da ilusão nem chegou aos meus lábios.
Restou em mim a redenção, o choro ridículo de quem se viu frágil.
Em você, a raiva e desejo de vingança de um vitimado.
Todos reféns de minha entorpecente decisão.
Gabriel T.
Tempestiva madrugada aquela,
Permitindo-me tolo, espalhei sofrimento.
Em busca de uma fundada ilusão, fui vítima do meu mau-gosto.
O veneno me atiçou, vermelha como em conto de fadas,
A maça se fez irresistível, seu cheiro me fez egoísta.
Em minha valente covardia, me fiz um completo idiota.
O gosto do fel de suas verdades berradas,
O escarro de sua dor e decepção me tomaram,
O efêmero e inocente doce da ilusão nem chegou aos meus lábios.
Restou em mim a redenção, o choro ridículo de quem se viu frágil.
Em você, a raiva e desejo de vingança de um vitimado.
Todos reféns de minha entorpecente decisão.
Gabriel T.
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