sábado, 9 de janeiro de 2010

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Se é minha companheira,
Meu carma, minha obsessão,
Com ela posso me aventurar,
Aprender, me desvendar.

No jogo,
O Game Over parece inevitável,
O Restart indisponível,
Mas enquanto estou na luta,
Esquivar-me-ei até a última cartada.

Permito-me quase tudo,
Menos dela zombar.
O invencível sempre ganha,
A fraqueza da mortalidade fada-se ao fim.

Se me resta seguir em frente,
Assim o farei fulminante e curioso.
Mas se meus passos tornarem-se lentos,
Se minha mente parecer vazia...
Desistir talvez não seja uma tolice.



Gabriel T.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O que nos resta...

O que nos resta

Venha comigo e com meu samba,
Olha a vida por trás da sua,
Escuta meu toque e a chama,
Clama por meu fervor.

Invoque-me e estarei contigo,
A aventura ainda é bem- vinda!
Já me viro com meus sentimentos,
Ao menos a abstinência será extinta.

Não resista ao natural instinto,
Caso queria, encerrar-nos-emos com o jorro,
Mas estarei ali atento,
Aceito o destino que me impuser.

Depravado não é a palavra mais certa,
Enquanto nega seus olhares,
Reservo-me e aproveito o que nos restou,
Uma noite sem culpa, sem reprise, com amor.

Gabriel T.

sábado, 2 de janeiro de 2010



Virtuoso sofrer.

Estampada tristeza na face,
Sinais de outrora,
O tempo secou;
Ficaram as marcas, não ressentimentos.

A lágrima bem chorada na dor
Se reaproveita na alegria conseguinte.
Que seu desfrute seja logo,
Não se permita auto-piedade.

O sofrimento inspira,
A felicidade revitaliza,
A mescla imperfeita e necessária;
Virtudes aprimoradas pelos vícios.




Gabriel T.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Exaltação às revolucionárias de todos os tempos

Les Deimoiselles d'Avignon - Picasso




Exaltação às revolucionárias de todos os tempos

Ergam-se,
Vocês se encontram junto aos grandes,
Despertando desejos,
Contendo instintos,
Alimentando paixões.

Não têm que ser perdoadas,
Nem pedir redenção!
Dos grandes poetas ao pequeno empresário;
Todos te almejaram e te tiveram,
Inspiraram-se em suas curvas e magias.

Vocês que lutaram contra o aprisionamento sexual,
Contra o moralismo cristão,
Lutaram pela liberdade mesmo quando aprisionadas e queimadas,
Mesmo quando ridicularizadas ou surradas.

O sexo é uma arma,
E a utilizam como ninguém!
Se pecam é por fazer com que as Amélias
que tanto te criticam
continuem com seus maridos
em sua estável e moralizada casa,
pelo menos enquanto estas estão acordadas.




Gabriel T.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Reino dos malditos




Eis o reino dos malditos,
Dos sedentos e dos sem rumo,
Dos solitários e do submundo.
Onde se confunde lixo e luxo.

Lá onde a vida é vadia,
Lá onde tudo é pecaminoso,
Cristãos se escandalizariam,
Até experimentá-lo.

Almas vagantes, corpos calientes,
Corações pulsantes, mentes dormentes.
Onde tudo pode o vício é inevitável!

Um brinde à liberdade incontrolável,
Sem amarras, sem rezas, sem culpa...
Brindemo-na até que a mesma nos engula.



Gabriel T.